Temos Vagas
Quem já se hospedou num hotel muquifento de beira de estrada, certamente vai se identificar com esse filme de suspense que rende alguns sustos. Meio parecido com o sanguinolento O Albergue, sem toda aquela violência exagerada que beira a comédia, e também com o vovô Psicose; Temos Vagas tem um enredo pra lá de batido... O casal David e Amy (Luke Wilson e a lindíssima Kate Beckinsale) estão em uma crise conjugal numa viagem de carro por uma estrada deserta. Devido a problemas mecânicos são obrigados a passar a noite num motel de beira de estrada cujo gerente é um cara bem esquisito. No quarto o casal começa a ter problemas com o vizinho de porta e a coisa daí por diante só descamba... Pra quem curte o gênero suspense/violência vale a pena.
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3 Efes
3 Efes é disponibilizado de uma forma bastante inovadora. Pode-se ver o filme através do ortodoxo lançamento pelo cinema; no DVD sem ter que esperar aqueles odiosos 3/4 meses para se assistir; pela TV sem ter que esperar mais um ou dois anos; e ainda através da internet no canal Terra.
Com a distribuição garantida, fica a cargo do público, prestigiar 3 Efes- filme do diretor Carlos Gerbase na mesma linha do ótimo e inquietante Tolerância.
O filme parte de uma teoria do fictício professor Valadares que diz que estamos na terra na incessante busca para saciar os 3 efes primordiais: a fome ( efe primário), o fexo (grego para sexo, foda para os sacanas), e o fasma (a vida em sociedade).
Com esta introdução, acompanhamos então a história da jovem universitária Sissi (Cris Kessler) que tenta sustentar a casa com o pai viúvo e depressivo e ainda um irmão pequeno. Influenciada por uma amiga (Ana Maria Mainieri) que faz programas para viver, Sissi busca conselhos com sua tia Martina (Carla Cassapo) que tem um estranho relacionamento com o papeleiro da rua ( Paulo Rodrigues) e passa ainda por uma crise conjugal com o marido Rogério (Leonardo Machado). Elenco de iniciantes no cinema extremamente competentes e carismáticos, 3 Efes supera os limites orçamentários rígidos, por vezes perceptíveis, suplanta os estranhismos metafóricos de Sal de Prata, e vem nos contar uma história dramática sem cair no dramalhão, e engraçada sem cair no pastelão. Acredito que seria um filme que teria um “pique” melhor como curta-metragem, mas que certamente aí, não teria a exposição necessária e merecida. 3 Efes cumpre o papel de entreter, e de refletir (não tão fundo) ao qual todo o filme deveria se propor. Sem grandes violências físicas, com um pouco de nu (que é sempre bom) e ainda com o plus (a mais) daquela sensação de deja-vu quando a filmagem passa por uma rua que conhecemos em Porto Alegre.
Postado por Indio