Sweeney Todd
Vamos combinar que o diretor de cinema Tim Burton é meio dodói da cabeça... Pois dessa vez ele retoma a parceria com Johnny Depp (Edward Mãos de Tesoura) para rodar a macabra ópera da broadway Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet. Talvez cause certa estranheza aos desavisados a cantoria que segue no compasso de lâminas de barbear cortando jugulares... A beleza das interpretações em vozes límpidas contrastando com o terrível plano de vingança de Benjamin Barker que após anos degredado em exílio injustamente pelo juiz Turpin, (Alan Rickman) é resgatado, e volta a Londres para descobrir que sua esposa morreu e sua filha é mantida prisioneira. Para levar adiante sua vingança, Benjamin adota o nome de Sweeney Tood e conta com a ajuda da não menos macabra cozinheira Nellie Lovett (Helena Bonham Carter). O filme é muito bom, porém, a tradução fica meio perdida no inglês cantado... Curiosidade, o comediante Sacha Baron Cohen (O Borat) está irreconhecível na pele do escroque italiano Adolfo Pirelli além da história ter muita semelhança com os crimes da Rua do Arvoredo em Porto Alegre . Em cartaz nos cinemas.


Sabe aqueles filmes esquisitões mas que quando acabam fica em você aquela sensação que o mundo até que é legal? Mais estranho que a ficção é isso. Uma comédia de humor sutil e non sense... Harold Crick (Will Ferrell) é um fiscal da receita federal que vive uma vida monótona e automatizada chegando ao cúmulo de cronometrar e contabilizar suas ações. Até que uma bela manhã ele começa a escutar uma mulher narrando suas ações e sentimentos. Esquizofrenia, pegadinha do malandro? Em paralelo, a história da escritora Kay Eiffel (Emma Thompson)que com a ajuda de sua assistente, (Queen Latifah), tenta encontrar uma maneira de matar o personagem principal do livro que esta escrevendo cujo nome é - Harold Crick!! Completamente perdido Harold busca a ajuda de um professor de literatura (Dustin Hoffman) e se apaixona por uma sonegadora do imposto de renda. Lembrando os filmes de Charlie Kaufman, Mais estranho que a ficção, é um drama alegre com uma história criativa e comovente. Assista num dia chuvoso comendo cueca virada!
Por Indio

Morte no Funeral
Para os apreciadores das comédias despretenciosas e cheias de humor negro e escatológico do mestre Frank Oz (Nosso Querido Bob), aqui está sua mais nova criação; Morte no Funeral. Filmezinho curto (90min) mas cheio daquelas situações constrangedoras e engraçadas que ocorrem desta vez no velório feito na casa do patriarca de uma família inglesa aparentemente bastante normal. Boa pedida pra dar umas boas risadas no tedioso feriado de carnaval na cidade.

Por Indio

And the Oscar goes to...
Anunciado nesta terça-feira dia 22, os indicados ao Oscar deste ano, que acontecerá no dia 24 de fevereiro, no Teatro Kodak em Los Angeles com a promessa de uma cerimônia FFFFF (fria; fraca; fedorenta e com uma formiga no fundo) devido a greve dos roteiristas nos EUA, aquelas infames piadinhas cretinas que só os americanos acham graça serão abolidas da cerimônia. Só poderão ser feitas as indicações e algumas apresentações. Segue a lista de filmes indicados para você conferir qual prêmio foi merecido, qual não; porém muitos ainda não estrearam aqui no Brasil:

Melhor Filme:

Desejo e Reparação
Juno
Conduta de Risco
Onde os Fracos Não Tem Vez
Sangue Negro

Melhor Diretor:
Paul Thomas Anderson, por Sangue Negro
Ethan e Joel Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez
Tony Gilroy, por Conduta de Risco
Jason Reitman, por Juno
Julian Schnabel, por O Escafandro e a Borboleta

Melhor Ator:
George Clooney, por Conduta de Risco
Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro
Johnny Depp, por Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Tommy Lee Jones, por No Vale das Sombras
Viggo Mortensen, por Senhores do Crime

Melhor Atriz:
Cate Blanchett, por Elizabeth: A Era de Ouro
Julie Christie, por Longe Dela
Marion Cotillard, por Piaf: Um Hino ao Amor
Laura Linney, por A Família Savage
Ellen Page, por Juno

Melhor Ator Coadjuvante:
Casey Affleck, por O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
Javier Barden, por Onde os Fracos Não Têm Vez
Philip Seymour Hoffman, por Jogos do Poder
Hal Holbrook, por Na Natureza Selvagem
Tom Wilkinson, por Conduta de Risco

Melhor Atriz Coadjuvante:
Cate Blanchett, por Não Estou Lá
Ruby Dee, por O Gângster
Saoirse Ronan, por Desejo e Reparação
Amy Ryan, por Medo da Verdade
Tilda Swinton, por Conduta de Risco

Melhor Roteiro Original:
Diablo Cody, por Juno
Nancy Oliver, por Lars and the Real Girl
Tony Gilroy, por Conduta de Risco
Brad Bird, por Ratatouille
Tamara Jenkins, por A Família Savage

Melhor Roteiro Adaptado:
Christopher Hampton, por Desejo e Reparação
Sarah Polley, por Longe Dela
Ronald Harwood, por O Escafandro e a Borboleta
Ethan e Joel Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez
Paul Thomas Anderson, por Sangue Negro

Melhor Filme Estrangeiro:
Beauford, de Israel
The Counterfeiters, da Áustria
12, da Rússia
Mongol, do Cazaquistão
Katyn, da Polônia

Melhor Animação:
Persépolis
Ratatouille
Tá Dando Onda

Melhor Fotografia:
O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
Desejo e Reparação
Onde os Fracos Não Têm Vez
O Escafandro e a Borboleta
Sangue Negro

Melhor Edição:
O Ultimato Bourne
O Escafandro e a Borboleta
Na Natureza Selvagem
Onde os Fracos Não Têm Vez
Sangue Negro

Melhor Direção de Arte:
O Gângster
Desejo e Reparação
A Bússola de Ouro
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Sangue Negro

Melhor Figurino:
Across The Universe
Desejo e Reparação
Elizabeth: A Era de Ouro
Piaf: Um Hino ao Amor
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Melhor Maquiagem:
Piaf: Um Hino ao Amor
Norbit
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo

Melhor Trilha Sonora Original:
Desejo e Reparação
Caçador de Pipas
Conduta de Risco
Ratatouille
Os Indomáveis

Melhor Canção Original:
Raise it Up, de O Som do Coração
Happy Working Song, de Encantada
So Close, de Encantada
That´s How You Know, de Encantada
Falling Slowly, de Once

Melhor Som:
O Ultimato Bourne
Onde os Fracos Não Têm Vez
Ratatouille
Os Indomáveis
Transformers

Melhor Edição de Som:
O Ultimato Bourne
Onde os Fracos Não Têm Vez
Ratatouille
Sangue Negro
Transformers

Melhores Efeitos Visuais
A Bússola de Ouro
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Transformers

Melhor Documentário
No End in Sight
Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience
S.O.S. Saúde
Taxi to the Dark Side
War Dance

Melhor Curta-Metragem
At Night
Il Supplente
Le Mozart des pickpockets
Tanghi argentini
The Tonto Woman

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Freeheld
La Corona
Salim Baba
Sari´s Mother

Melhor Animação em Curta-Metragem
Même les pigeons vont au paradis
I Met the Walrus
Madame Tutli-Putli
Moya lyubov
Peter & the Wolf
Por Indio

Réquiem para um Sonho
Quatro personagens solitários no bairro do Brooklin em Nova Iorque, encontram no consumo de heroína, televisão e anfetaminas, o preenchimento de seus vazios existenciais. Harry (Jared Leto) namora Marion (Jennifer Connely) e é amigo de Tyrone (Marlon Wayans. Juntos eles entram no empreendimento de dissolução de heroína, para revenda, enquanto Sara (Ellen Burstyn), a mãe de Harry consome altas doses de anfetaminas para emagrecer e poder entrar num vestido, contando com uma participação garantida num programa de TV. O filme possui vários cortes rápidos nas ações e uma trilha incidental emocionante. Com cenas fortes e de extrema violência emocional, Réquiem para um sonho é o prelúdio deste canto para as ilusões que morrem de uma forma tão brutal. Drama com ares cult incontestável, dinâmico autêntico do ano 2000.

Por Índio

Coisas que Perdemos pelo Caminho
Quando a vida nos agracia com várias dádivas, tipo esposa, filhos, amigos, um bom emprego, uma boa casa, maiores são as probabilidades de perdermos algo durante o período de nossa existência. É possível substituir grandes perdas? E quando não se tem nada? O que se pode perder? E o que se pode ganhar? Mais uma vez Halle Berry e Benício Del Toro dão um espetáculo de atuação nesta história extremamente humana repleta de olhares, gestos e silêncios que valem mais que mil palavras. Audrey é casada com Brian (David Duchovny), tem dois filhos, um linda casa... Brian têm a contragosto da mulher uma amizade de infância com Jerry um sujeito que desistiu de viver e resolveu se entregar ao vicio da heroína. Uma noite, Brian morre numa briga de rua e Audrey fica completamente perdida e desamparada. Pede então que Jerry venha morar no quarto anexo a casa, para ajudá-la nesta difícil fase. Nesta complicada substituição de papéis os personagens se destroem e se sustentam de uma forma dramática e cruel. Filme pra se assistir tomando soro caseiro e se desidratar chorando.


Frase do filme: Aceite o bem

Por: Indio

Saneamento Básico- O Filme

Quarto longa metragem do ótimo diretor Jorge Furtado, que dessa vez sobe a serra gaúcha para contar a história de uma pequena colônia de italianos que sofre por ter um esgoto correndo a céu aberto. Alguns representantes da colônia resolvem tomar uma atitude e solicitando recursos na prefeitura local, descobrem que não há verba prevista para a obra de destino; o único recurso disponível é uma verba destinada a cultura para a produção de um vídeo. Resolvem então se utilizar dessa verba para a obra de saneamento e depois fazer um vídeo qualquer que cumpra a formalidade. Porém o que era para ser secundário começa a tomar prioridade e aos poucos o filme vai se tornando cada vez mais importante. Ótimos diálogos, numa história original, leve e alegre, contando ainda com as excelentes atuações de Wagner Moura, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga, Paulo José, Tonico Pereira, Bruno Garcia e Lázaro Ramos.
Por Índio

Muito bem, vamos aproveitar que voltei de férias e assisti a uma penca de filmes para poder indicar aqui no site. Pena que a maioria não deu pra aproveitar, sinceramente não entendo essa greve dos roteiristas de Hollywood porque se tem coisa que eles não tem feito nos últimos tempos, é lançar alguma novidade realmente inédita e criativa. Ok, chega de me lamuriar, e vamos aos filmes:

Eu sou a Lenda

Terror e Ficção Científica neste filme com o canastrão Will Smith. Baseado no excelente conto do escritor Richard Matheson. O filme se passa em uma Manhattan deserta no ano de 2012. Um terrível e misterioso vírus atacou toda a população mundial, transformando as pessoas numa espécie de zumbi/vampiro. Só restou o cientista do exército americano Robert Neville e uma cadela pastor alemão. Eu sei que você já viu isso antes em Epidemia, ou na minissérie de Stephen King a Dança da Morte ou até mesmo em outras duas adaptações do livro para as telas, mas o filme vale a pena pelos ótimos efeitos especiais, e por um vislumbre de Nova York sem o trânsito caótico. A rotina monótona podia ser melhor explorada em situações engraçadas, mas talvez essa sensação que eu tive, seja ainda um paradigma que eu tenho com o ator Will Smith. Nota: Palmas para Alice Braga sobrinha da Sonia e que promete muito mais nos anos vindouros, se não cair na armadilha de aparecer na próxima novela das 8.
Postado por Índio